terça-feira, agosto 23, 2005

Flying

Quero deixar em mim flutuar a leveza do existir,
Quero deixar cair as mascaras que me amordaçam,
E rasgar as roupas que me prendem.
Deixar… Deixar em mim fluir a vida,
Como ondas tranquilas de um mar revolto.
E libertar-me da necessidade de que o mundo que pintei exista,
Saborear o aqui e o agora, e tudo o que existe.
Não pôr falsos rótulos, pois quero crer que nada é ou não é.
Mesmo sabendo que talvez seja, talvez não.

Quero sentir a tua respiração ofegante de outrora.
Lembra-me que existe um eu, um tu,
E, já existiu um nós...
Apreciar ao longe as adversidades e diferenças,
E louvar as vezes que discordamos,
Pois hoje encontro nelas o sentido do oposto, do diferente.

Talvez eu não volte a escrever da mesma maneira, tudo será diferente.
Eu, tu... E tanta coisa mais
Talvez amanhã eu mude, e deixe de pensar assim,
Mas com certeza, vou pensar de maneira diferente.
E de diferente maneira, outros iram pensar.
Pois seres diferentes completam-se, não por serem metades,
Mas porque cada qual possui beleza própria.

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