
Desde o início ansiava passar uma tarde contigo, mas como nada em nossa vida é fácil, só podemos contar com a imaginação, enquanto ela viver entre nós e o Amor, nem mesmo a chuva, as chaves, os calções, ou as “Vizinhas” serão um problema que não possa ser resolvido, e transformado em algo mágico. E no fundo o importante é continuarmos juntos e conseguirmos rir das ironias do destino.
Até poderia ter sido mais fácil, mas com certeza não teria sido tão divertido.
terça-feira, dezembro 27, 2005
Momentos Raros (O que fica para mais tarde recordar)
Publicada por Anónimo à(s) 1:40 a.m. 2 comentários
domingo, dezembro 25, 2005
Solstício de Inverno

Estava demasiado frio, mesmo para quem tem um casaco vestido. A noite era demasiado longa, mesmo para quem não consegue medir o tempo pelas estrelas. No escuro chorei, nada mais havia a fazer, talvez de tristeza, de ausência. Vagueei pelas ruas cheias de gente, talvez esperando por ti, e ai senti a solidão maior. Tentei dormir mas já era órfão de um beijo teu…
Publicada por Anónimo à(s) 3:20 a.m. 2 comentários
sexta-feira, dezembro 23, 2005
Primeira Semana

Tal como em todos os dias, de á uma semana para cá, hoje recordo aquele nosso primeiro beijo. Vejo-me cheio de medo, tantas eram as dúvidas, as meias palavras, as meias frases. Tínhamos combinado ser Amigos, deixar as coisas acontecer devagar, mas o Coração não calava (talvez porque nunca se cala quando pensa em ti), pedia-me para me aproximar, aproximava-me. A Razão evitava, pedia para recuar, recuava, dizia que não nos conhecíamos, e eu repetia-o para mim mesmo: “-Não nos conhecemos.”. Mas há coisas que apenas o coração conhece, e o inevitável tem de acontecer, quando se gosta muito.
Passou uma semana, pareceu um segundo, aquele segundo em que os nossos lábios se tocaram pela primeira vez, partilhamos palavras, musicas, pequenas cumplicidades, histórias, estrelas e luas. Hoje conheço-te o suficiente para saber que não quero passar um dia sem estar contigo, o suficiente para te querer continuar a descobrir mais e mais.
Uma semana, muitos beijos, o meu sorriso de volta, a ti te devo isso. Muitas semanas, mais beijos, o teu sorriso, apenas isso te peço. E tal como em todos os dias, de á uma semana para cá, hoje dou-te o meu primeiro pensamento do dia e o último da noite.
Publicada por Anónimo à(s) 3:58 a.m. 2 comentários
É Natal... (Felicidade ao virar da esquina)
Hoje é dia de ser bom.
É dia de passar a mão pelo rosto das crianças,
de falar e de ouvir com mavioso tom,
de abraçar toda a gente e de oferecer lembranças.
É dia de pensar nos outros. coitadinhos. nos que padecem,
de lhes darmos coragem para poderem continuar a aceitar a sua miséria,
de perdoar aos nossos inimigos, mesmo aos que não merecem,
de meditar sobre a nossa existência, tão efémera e tão séria.
Comove tanta fraternidade universal.
É só abrir o rádio e logo um coro de anjos,
como se de anjos fosse,
numa toada doce,
de violas e banjos,
Entoa gravemente um hino ao Criador.
E mal se extinguem os clamores plangentes,
a voz do locutor
anuncia o melhor dos detergentes.
De novo a melopeia inunda a Terra e o Céu
e as vozes crescem num fervor patético.
(Vossa Excelência verificou a hora exacta em que o Menino Jesus nasceu?
Não seja estúpido! Compre imediatamente um relógio de pulso antimagnético.)
Torna-se difícil caminhar nas preciosas ruas.
Toda a gente se acotovela, se multiplica em gestos, esfuziante.
Todos participam nas alegrias dos outros como se fossem suas
e fazem adeuses enluvados aos bons amigos que passam mais distante.
Nas lojas, na luxúria das montras e dos escaparates,
com subtis requintes de bom gosto e de engenhosa dinâmica,
cintilam, sob o intenso fluxo de milhares de quilovates,
as belas coisas inúteis de plástico, de metal, de vidro e de cerâmica.
Os olhos acorrem, num alvoroço liquefeito,
ao chamamento voluptuoso dos brilhos e das cores.
É como se tudo aquilo nos dissesse directamente respeito,
como se o Céu olhasse para nós e nos cobrisse de bênçãos e favores.
A Oratória de Bach embruxa a atmosfera do arruamento.
Adivinha-se uma roupagem diáfana a desembrulhar-se no ar.
E a gente, mesmo sem querer, entra no estabelecimento
e compra. louvado seja o Senhor!. o que nunca tinha pensado comprado.
Mas a maior felicidade é a da gente pequena.
Naquela véspera santa
a sua comoção é tanta, tanta, tanta,
que nem dorme serena.
Cada menino
abre um olhinho
na noite incerta
para ver se a aurora
já está desperta.
De manhãzinha,
salta da cama,
corre à cozinha
mesmo em pijama.
Ah!!!!!!!!!!
Na branda macieza
da matutina luz
aguarda-o a surpresa
do Menino Jesus.
Jesus
o doce Jesus,
o mesmo que nasceu na manjedoura,
veio pôr no sapatinho
do Pedrinho
uma metralhadora.
Que alegria
reinou naquela casa em todo o santo dia!
O Pedrinho, estrategicamente escondido atrás das portas,
fuzilava tudo com devastadoras rajadas
e obrigava as criadas
a caírem no chão como se fossem mortas:
Tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá.
Já está!
E fazia-as erguer para de novo matá-las.
E até mesmo a mamã e o sisudo papá
fingiam
que caíam
crivados de balas.
Dia de Confraternização Universal,
Dia de Amor, de Paz, de Felicidade,
de Sonhos e Venturas.
É dia de Natal.
"Paz na Terra aos Homens de Boa Vontade. Glória a Deus nas Alturas. "
Publicada por Anónimo à(s) 3:32 a.m. 1 comentários
quinta-feira, dezembro 22, 2005
Publicada por Anónimo à(s) 3:43 a.m. 4 comentários
segunda-feira, dezembro 19, 2005
Rain Maker

Vem menina, quero te contar uma história…
Vem menina, vem deitar-te,
Vem que a noite está a chegar.
Quero-te contar uma estória de fantasia.
Quero-te sentir no meu regasso
Vem menina que te quero contar uma estória.
Vem menina, que o sol já se pôs,
E as estrelas começam a brilhar.
Ouve que a estória faz pensar.
Aninha-te em meu peito,
Sem saber o que se vai passar.
Vem menina, ouve o silêncio.
Sente o desejo, quebra o gelo.
Vive o luar, não tenhas pressa…
Estarei sempre aqui, esperando o teu olhar.
Menina vem, olha as estrelas.
São o reflexo do teu olhar.
São noite ou dia, devagar.
São o tempo, a luz que resta...
Vem menina, vem, que esta é a nossa história.
Sente que ela brilha ao luar,
E renasce a cada respirar.
Sente, menina sente…
Sente o bater do teu coração em mim,
A vida a pulsar, cada segundo, cada momento em ti.
Vem menina, ouve a nossa história.
Ouve-a com o coração, ela vive,
A cada gesto teu.
Vive, menina vive…
Vive o eu existir em ti, e tu em mim,
Como um passo de dança, um segundo mágico, um instante.
Menina vem, toca o infinito.
Vive o agora, o nosso presente.
Deixa contar-te a nossa história,
De uma maneira diferente.
Vem menina, saboreia o primeiro beijo.
O tempo eterno, o meu anseijo.
Ouve uma estória, distante, presente,
Sem tempo ou lugar, sem ré no mar.
Vem menina, que está frio lá fora,
E da janela não se pode amar.
Imagina-te, num distante presente.
Resguarda-te em meu braços, e vibra,
Sente o sal de maneira diferente.
Vem menina, que eu preciso de ti,
Da tua pele tatuada em mim, em sensações.
Da tua mão agarrada a mim.
Da sincronia dos nossos tempos, do teu beijo,
Do teu coração que eu quero conquistar.
Vem menina, quero te contar uma história…
P.S - Desculpa o uso abusivo da tua imagem, mas é-me complicado viver sem ela… Torna-se tão complicado como imaginar um dia sem estar contigo.
Publicada por Anónimo à(s) 3:56 a.m. 3 comentários
sábado, dezembro 17, 2005
O que é o Amor? ( A nossa História)
(...)O que é o Amor?E o que é que significa querer alguém como te quero,
amar-te com a própria vida?
Coração bate mais forte sem saber o motivo,
fico louco, ansioso p'ra te ter aqui comigo.(...)Myth
És a melhor coisa que me aconteceu, nunca me vou querer separar de ti…
Publicada por Anónimo à(s) 4:38 a.m. 2 comentários
sexta-feira, dezembro 16, 2005
Momento (algo que não se pode conter)

Por vezes os sonhos tornam-se realidades, por vezes o desejo mais íntimo do nosso ser acontece, e o destino dá-nos a oportunidade de sermos felizes. E nesses momentos (e apenas nesses), um sorriso espontâneo é um momento de felicidade, o brilho do olhar é a eternidade. As palavras ficam adiadas por um momento maior, existe sempre algo que não pode ser descrito, algo que nem as mais belas frases descrevem. Porque é algo que não se controla, é algo que fica sobre nós, é um desejo mais forte que qualquer razão, é um beijo, um abraço, um toque na alma. E isso importa mais que o mundo, que o tempo, que a lua...
Apenas nos teus braços o meu caos tem alguma ordem, apenas nos teus lábios o mundo faz sentido, apenas contigo existe alguma razão para se viver. Esperei demasiado tempo por ti, desesperei sem avistar um sinal de ti, o frio dos meus passos congelou o coração, e por vezes receei que quando chegasse a altura ele não cedesse, ele fugisse. Felizmente ele cedeu, derreteu o gelo dos desamores passados, abrindo – me ao mundo, ao nosso mundo. Aceitou que eu e tu é muito menos que nós, porque nós seremos sempre as mãos dadas, o presente e o futuro, seremos algo mais que seres perdido, seremos seres em busca, seremos apenas um.
Quero fazer-te rir, quando te apetecer chorar, quero te dar o impulso quando estiveres a parar. Quero viver contigo bons e maus momentos, e, em ti encontrar todos os caminhos da minha vida.
Publicada por Anónimo à(s) 2:59 p.m. 1 comentários
quarta-feira, dezembro 14, 2005
Destiny (aquilo que acontece sem sabermos o porquê)
Publicada por Anónimo à(s) 5:53 a.m. 1 comentários
terça-feira, dezembro 13, 2005
Um gesto pela paz

Dia 24 de Dezembro (entre as 21:00 e as 23:59) acende uma vela, junto a uma janela que se veja da rua. Uma luz pouco ilumina, mas juntos vamos iluminar o mundo (10 milhões de luzes é o objectivo), pode não significar nada, mas alguém pode perguntar porquê.
Publicada por Anónimo à(s) 7:06 a.m. 1 comentários
Blue Explosion (A morte de Joana)
Sinto em mim a felicidade, sinto em mim o ser que queria ser para ti. Queria dizer que te amo (Mesmo tendo duvidas do que é o amor). Mesmo não sabendo que o Amor é te querer como te quero, sem qualquer duvida. Mesmo sabendo que és a vida. A vida que sempre esperei, as asas. É dizer a alguém que te amo, como sempre esperei o teu regresso, como Clipso esperou Ulisses. Dizer que me seduzis-te como Aurora seduziu Orion. É sentir-te como Adónis sentiu Vénus, no seu leito. É a vida pulsar em vida, de desejos, de ter-te para além da eternidade, de sentir o teu futuro em mim e eu ser uma apenas uma luz, para te fazer brilhar. Sentir-te a cada batida do meu coração, mesmo sem saber o motivo, saber que és a razão para estar aqui, talvez a única. Queria te dizer que por ti, sou como uma explosão de uma estrela em infinitos tons de azul, que (se quiseres) o longe é muito perto para o que nos separar, e o infinito é apenas um passo (pequeno para um homem) para a eternidade. E que nada é tão simples como o Amor que sinto, ou tão complexo como a forma do realizar. É sentir a cada momento de liberdade que estou agarrado a ti. É ver o mundo pelos teus olhos e acertar o ritmo dos meus passos pelos teus, e seguir-te, para onde quiseres ir.Um dia chamei-te Joana, porque não sabia o teu nome, algum dia eu não quis acreditar que existias, por isso te ignorei. Hoje não posso mais evitar, Christiane é o teu nome e o tempo é agora.
Publicada por Anónimo à(s) 5:46 a.m. 1 comentários
sexta-feira, dezembro 09, 2005
quinta-feira, dezembro 08, 2005
Desejos de um dia
Publicada por Anónimo à(s) 6:36 a.m. 1 comentários
terça-feira, dezembro 06, 2005
Luzes inquietantes (Os olhos dos vivos-mortos)

Brilham sem iluminar, são um resto de um passado que ficou, vivem sem terem vida própria, aparecem do nada de um clique, e com o clique certo se vão, são como as estrelas em que apenas a sua luz ficou, eternamente a passear no seu universo. São o vazio, buracos negros na história, de estórias vazias, são nada, não criam sombras, porque elas próprias as são. Não tem alma, estão despidas. Nada sentem porque nunca ousaram sonhar, não são infelizes porque nunca conheceram a felicidade. Acordam tarde de mais, e, quando pensam em começar, é porque o seu fim chegou.
Publicada por Anónimo à(s) 4:15 a.m. 1 comentários
segunda-feira, dezembro 05, 2005
All Around

Era tão bom a vida ser um rio, e nós uma gota de água. Ser um lugar magico, sermos os raios de luz que o iluminam.
Publicada por Anónimo à(s) 4:06 a.m. 2 comentários
Red eyes
Ardem devagar as sombras, luzes inquietas queimam, o desespero inflama a vida, faz correr o sangue mais rápido nas veias. Tudo passa a correr, o mundo frenético não pergunta onde quero parar, corrói-me, corrói-nos, corrói-se.-É aqui?
-Não já passou…
-Não consigo acompanhar, parem… Não consigo respirar.
Porque tem de ser assim porque nunca conseguimos ficar a ver uma paisagem que gostamos, porque temos de sempre chegar primeiro. Chega não vou mais correr, vou parar, vou fazer uma fogueira, vou ver as estrelas. Sei que posso não chegar, mas ao menos terei visto por onde andei, e isso vale muito mais.
Publicada por Anónimo à(s) 3:48 a.m. 1 comentários
domingo, dezembro 04, 2005
Raios de sol (uma carta aberta)

Não, não hoje…
Hoje não quero falar de amor. Hoje não quero que as utopias me toldem o meu pensamento. Hoje não quero que as nuvens encubram a minha lua. Hoje (e apenas hoje), quero que saibas que, me sinto tão bem, que dou comigo a pensar que morri e “estou no céu”. Hoje redescobri que muita coisa boa ficou de nós, mesmo quando o ódio era maior. Hoje percebi (mais que nunca), que tendo um amigo ao lado, os erros de trajecto, se tornam fantásticos momentos. Hoje senti que existem ruas e locais que conhecemos, se podem tornar ainda mais especiais, partilhando-os. Hoje fiz coisas que nunca pensava fazer, vi coisas que nunca imaginei, saboreei a vida vertida num copo-de-três, e mastiguei-a em sabores de uma terra distante, vi-me perdido no desconhecido e não tive medo, apenas vontade de descobrir. Hoje não tive necessidade de te beijar, de te dar a mão (apesar de achar que teria sido bom), porque hoje existiram coisas tão boas que para sempre irei recordar. Assim hoje (e não apenas hoje), quero celebrar a Amizade, quero te dizer que irei sempre levar um pouco de ti comigo. E que mesmo que nos separemos, algum dia nos vamos encontrar.
Obrigado, hoje foi tão fantástico como o resto das nossas vidas…
Publicada por Anónimo à(s) 5:06 a.m. 2 comentários
sexta-feira, dezembro 02, 2005
Músicas com palavras
Publicada por Anónimo à(s) 2:16 p.m. 1 comentários
quarta-feira, novembro 30, 2005
terça-feira, novembro 29, 2005
Folhas de jornal (O lento passar dos dias)

Acordo não sei quem sou, o que faço aqui. Abro o jornal, as folhas servem para marcar os dias que passam, pelos homens, pelo mundo. Tento ler, as coisas aconteceram ontem, já nada pode ser feito, só importa a data, essa é de hoje, talvez… O que aconteceu no mundo? O que aconteceu comigo? – Não quero saber. Não me lembro. Felizmente comprei o jornal antes de me deitar, por isso hoje é esta data, ou dormi durante dois dias. Que diferença fará. Terei perdido algo? – Não o mundo continua a girar ao passar das páginas. Eu é que não o leio.
Publicada por Anónimo à(s) 3:28 a.m. 0 comentários
sexta-feira, novembro 25, 2005
This moon under sky...( Os ciclos do pó, os circulos da vida)

Vai e vem a lua no firma- mento, vão e vêem as paixões na vida. Tudo muda de lugar, a vida transforma-se em pó, e do pó retoma-se a vida ciclicamente. As sombras mudam quando por elas passam novas luzes. Tudo é movimento, as almas abandonam os corpos, são limpas e regressam a outros corpos, a outros tempos. Os ciclos continuam eternamente seguindo o ritmo das marés, o vermelho desbota torna-se rosa, os mares ficam desertos. O que temos hoje, amanhã é nada. O frio que sentimos no passado é a lenha que nos queimará no futuro. As estrelas que ditaram o destino da nossa vida, mudam para nos trazerem a nossa própria morte, mas mesmo isso não é um fim, é apenas mais uma volta deste ciclo.
Publicada por Anónimo à(s) 2:30 p.m. 0 comentários
Devaneio Alcoólico

Que caminho tortuoso é a vida quando apenas, o coração sensível (sensi- bilizado pelo álcool, entenda-se) toma as decisões. Fazemos o que queríamos, o que não queríamos, e até o que não devíamos. Erramos, o erro é humano, mas a atitude é alcoólica. Não tem perdão, porque já está perdoada, é um reflexo sensível.
Publicada por Anónimo à(s) 12:57 a.m. 1 comentários
terça-feira, novembro 22, 2005
Tempus
Publicada por Anónimo à(s) 2:34 p.m. 1 comentários
sábado, novembro 19, 2005
Sound of Eternity
Pelas pequenas frinchas, entra a luz que ilumina as lágrimas que caiem dos arcos, as velas acesas iluminam a penumbra criando a ilusão, que não estamos sós neste imenso espaço vazio. O grito do silêncio é um desespero abafado, pela cúpula que parece que vai cair. O incenso que arde de vagar, queima o pouco ar que as almas ainda tinham para respirar. O frio do granito entranha-se a cada passo nos corpos vazios, como se as colunas elevadas fossem extensões pérfidas dos braços, num abraço profundo. Beijos de ferro cravado na pedra, esquartejam tempo tornando tudo natureza morta. As rezas á muito que se deixaram de ouvir, porque as bocas estão coladas com o pó que as mata, a respiração congelada. Fica apenas a melodia inaudível, que tudo atrai a para si, mas a sua melancolia não é de vida, apesar de eternamente manter.
Publicada por Anónimo à(s) 7:53 p.m. 0 comentários
Sacred Rose

Bendita rosa em flor de vida arrancada por homens, a desejo dos deuses mortais. Morta para o pagamento do dizimo, morta sem qualquer culpa ou acusação. Postulada em sacro altar. Em acto de redenção dos pecados, que não eram os seus. Chorando ainda a seiva como ultimo suspiro de vida. Morta para que alguém ainda consiga viver, mesmo com a sua morte na consciência.
Publicada por Anónimo à(s) 4:46 p.m. 0 comentários
quinta-feira, novembro 17, 2005
quarta-feira, novembro 16, 2005
terça-feira, novembro 15, 2005
Amor sem Possessão (a luz de Joana)

Nada há nada entre a tua partida e o teu regresso, não existe qualquer significado explícito ou oculto, quando tu não estás aqui. Apenas as mãos vazias, que ficam a tomar conta dos ponteiros do relógio, enquanto esperam que os teus olhos cruzem o seu ar. Não te vou prender, porque acredito que vais regressar, nada me faz quer o contrário, porque acredito que precisas partir, para regressar. E, que quando voltares, eu saberei que és real, que não és uma explosão de luz efémera, mas a própria luz, o meu único sol.
Publicada por Anónimo à(s) 3:20 p.m. 1 comentários
segunda-feira, novembro 14, 2005
Resposta ao anonimato II
Sim a foto é de Angra (ha que saudades eu tenho dos Açores!!!), mas não é pelo local, mas pelo que está retratado, as escadas, as portas, até mesmo talvez a igreja, tem um qualquer segundo significado oculto.
Publicada por Anónimo à(s) 1:07 a.m. 1 comentários
sábado, novembro 12, 2005
sexta-feira, novembro 11, 2005
Secret Smile (reposta ao anonimato)
Será, hoje demasiado tarde (ou cedo) para algo, ou isso serve apenas para o os ciúmes? Será hoje demasiado cedo (ou tarde) para se ignorar, ou isso serve apenas para o Amor?
II - A Duvida
Estou desveras preocupado, não pela questão em si, não pela reformulação que eu dela fiz, nem sequer pelo que a despoletou, existe algo mais, sinto isso desde o “É” (será) até ao “’s” (Amor?)
III- A Culpa
Sim eu confesso, não sei quem escreveu estas palavras, por vezes desconfio delas quase aponto de ter certeza, a minha certeza, mas nunca a certeza que tenho no mundo, que vejo e sinto olhos nos olhos corpo a corpo.
IV- A Penitencia
Desculpa, desculpa não ver os teus olhos ( Azuis, castanhos, verdes). Acho que é possível, é possível porque acredito tudo ser possível hoje, mas aqui volta a ser a minha opinião pessoal.
V – O Perdão
Na verdade não me choca, se calhar preferia ouvir não é demasiado cedo, ou se calhar nem ter ouvido nada, mas nenhuma obra nasces sem que pare isso se fure um coração para lhe criar os alicerces, ou então ela será um sopro de vento que desaparece. (Será apenas isso)
VI – A Calma
Não, não é tarde, o tempo é o momento (nem tarde ou cedo), a rota é traçada com os pés no caminho para ser o mais exacta possível. Podes continuar no silencio, respeito isso, e, como já aqui escrevi "algum dia saberei Porquê".
Publicada por Anónimo à(s) 2:46 a.m. 1 comentários
terça-feira, novembro 08, 2005
Campanário

Cobrindo as horas mortas, com restos de um passado, sentindo ainda ao de leve o vento a tocar pelos sinos, também eles quase mortos. Tudo faria mais sentido, se a torre sineira não estivesse tão parca de vida. Se nas suas paredes se ouvissem ainda as brincadeiras de crianças. Se nas suas escadas ainda se nota-se a respiração ofegante dos amantes. Se nas suas partes mais altas ainda se avistassem os ninhos de pássaro. Nada disto está Hoje, mas já esteve um dia, e pode voltar, e ai, os sinos quase mortos vão voltar a dobrar.
Publicada por Anónimo à(s) 11:52 p.m. 0 comentários
segunda-feira, novembro 07, 2005
Last week Revisited
Este são sem duvida dos melhores momento da semana do caloiro esta imagem fica sem duvida no nº1 do top coisas assim acontecem, obrigado Ju espero que continues a criar imagens assim, é assim que perpetuamos os momentos. 
O palco só tem significado quando na sua essência, arte é um ser vivo e existe comunicação entre o artistas e publico.
Por vezes não são as bandas mais conhecidas que criam um maior espectáculo, mas são sempre as outras que criam uma agradável surpresa.
O orgulho de ser português ...
Por fim mas não em ultimo, encerramento da semana do caloiro com a Copituna d’Oppidana. Após dez anos de vida e dois Cd’s no mercado, esta actuação não bastou, soube a muito pouco. Ficamos á espera de novas…
Publicada por Anónimo à(s) 10:46 p.m. 0 comentários
quinta-feira, novembro 03, 2005
Semana do caloiro

As minhas desculpas, em formas de profilático, acho que nos próximos dias vai ser complicado escrever o que quer que seja...
* Ontem (quer dizer hoje de manha) Ângelo Braz ( ninguém lá foi pela cerveja á borla)
* Hoje (amanhã de manha) Porquinhos da Ilda (ainda que causa um sentimento estranho este nome)
* Depois ( não sei muito bem de quê) Soueeze these Pleaze ( nunca ouvi falar,será uma agradavel surpresa?!!! ou assim espero)
* Depois de depois (se ainda lá chegar em condições) Explensive Soul ( sim amor eu também te amo, fica combinado encontramo-nos lá)
Publicada por Anónimo à(s) 3:14 p.m. 0 comentários
quarta-feira, novembro 02, 2005
Halloween( A noite que fica depois das Bruxas)
Fica a névoa que insiste em não se dissipar, os amigos, fica a chuva que insiste em cair, os sonhos, ficam as garrafas para beber um dia mais tarde, as mascaras, ficam as palavras que a boca se recusou dizer. Até mesmo a noite fica guarda num recanto de mim, porque as coisas especiais não saem como a tinta da face, não se despem comos os fatos, ninguém nos as rouba como se roubam vassouras, ficam guardados em beijos em danças em olhares.
Publicada por Anónimo à(s) 2:28 p.m. 0 comentários
domingo, outubro 30, 2005
in the trUe

Por vezes é complicado assimilar o que está em nossos olhos, as sombras vagas e as luzes difusas. Não é difícil perceber que quem nos ama é quem esteve sempre presente, mesmo antes do sol nascer, mesmo antes de sabermos o que era o amor. Senti-te encoberta pela bruma de espuma e de sal, senti-te dentro de mim, quando o mar limitava os meus horizontes, e eu te negava. Criei vida, toquei os sinos, e estavas sempre lá, troquei a vida e tirei o casaco, percebi que não existia nada para alem de nós, apenas ar vazio, folhas caídas. Aprendi a cantar que " fico imaginando nós dois" sem sequer o poder sonhar, apreendi que existe vida no amor, aprendi que o desejo é mais que saliva, lábios ou corpos. Senti-me grande nos teus braços, senti o mundo pequeno demais para dormir longe de ti, vi o azul do céu, não longe não perto, visitei o centro da terra e o demónio tinha braços de acordeão, asas de anjo caído. Estavas lá quando me ensinas-te a dançar, junto do teu corpo, perto da nuvens. Posso dizer que te amo a toda a gente? Não eu sei que não, mas digo-o agora "AMO-TE", ninguém vai ver, ninguém vai saber, apenas nós o mundo que nós criamos esta noite. Não vai durar mais que das outras vezes, vai aparecer alguém, aparece sempre alguém. Se o aqui e o agora fossem imutáveis, sem dúvida eu seria teu, sim só teu. E a única coisa que te iria perguntar seria "São mesmo duas?".
Publicada por Anónimo à(s) 5:09 a.m. 6 comentários
quinta-feira, outubro 27, 2005
Desert Rose

Nenhuma andorinha anuncia o seu flores- cimento, porque a sua primavera é o momento, nenhum Outono lhe faz cair as pétalas, porque já estão mortas de raiz. A seiva que lhe corre nas veias é o sal de um mar antigo. São imortais porque nunca tiveram vida, para além da que os quartzos, que batem metodicamente numa dança perpétua, lhe dão. Estão vivas porque registam o passar do tempo, no carbono que lentamente as corrói, as recordações em redes nervosas de mineral. Mortas-Vivas da frieza do aço, Vivas-Mortas de todo o deserto que a sua alma contém.
Publicada por Anónimo à(s) 4:13 a.m. 0 comentários
In the other side
Felizmente que é ténue a linha da memória, é tão bom esquecer os maus momento e ficar apenas com as boas recordações, sentir que cada passo do presente existe algo, que por muito insignificante, foi maravilhoso. Sentir os pulmões inflamarem os traços de sonhos passados, e expelirem moléculas gasosas de ar filtrado, de sobras, de fantasmas de recordações. Mas o melhor de tudo é que a imagem reflexa no espelho é mais que a simples realidade, e mais do que os nossos sentidos podem captar, mais do que alma pode compreender, é um universo onde o nosso universo está.Publicada por Anónimo à(s) 3:39 a.m. 0 comentários
terça-feira, outubro 18, 2005
Magical experience of screen IV (the weapon of mass destruction)
O Homem quis ser Imortal. Disse palavras vãs, aos seu seguidores, mas a memoria é curta e até ele mesmo esqueceu. Deixou outras coisas escritas em pregaminhos, em papel, mas natureza chamou-os de novo a si como um óbolo. Gravou a ferro palavras sabias e tratados em pedra, mas mesmos esses não foram poupados, porque a mortallidade preceguia-os. Publicada por Anónimo à(s) 2:07 a.m. 0 comentários
To plead ignorance
Hoje gostava de não ter, ido, de não ter estado numa ilha, de ter todos os meus horizontes limitados pelo ceu e mar. Não digam nada... Ignorância á mesmo felicidade. Tenho saudades de ti 3ª, vou voltar Alto da Memória, Monte Brasil asseio pelas palavras que o vento te diz...
Publicada por Anónimo à(s) 2:04 a.m. 0 comentários
domingo, outubro 16, 2005
Vox Pop...

Só existe uma coisa mais bonita que uma gaita de foles, são duas gaitas de foles a falarem uma com a outra dos desamores que ambas vivem. Faz-me chorar, prefiro chorar, como uma nota sustenida. Prefiro voar ao som de um bordão e cair, porque só conhece o céu, quem já viveu nos olhos de um passaro e caiu como um anjo sem asas, renascendo das lagrimas que o coração derramou, pela vontade de ir mais alem. ...Vox Dei
Publicada por Anónimo à(s) 4:49 a.m. 1 comentários



















