terça-feira, janeiro 31, 2006

Pepo

Pelo infinito do céu no teu olhar, pela magia do teu mundo, pelas tuas gargalhadas estridentes, pelo teu sorriso que não deixa ninguém ficar triste, pelo teu xi-coração, pelas alegrias que partilhas connosco á quatro anos. Parabéns e obrigado por alegrares as nossas vidas.

domingo, janeiro 29, 2006

In the tower of Babel

Clautrofóbico é o caminho para o céu, torna-se vertiginoso a cada degrau que se sobe, o medo das alturas é agonizante, falta o ar, a espiral parece não ter fim, o céu um limite intransponível. Está na nossa natureza subir, subir, nem que seja por fim, o cair.

sexta-feira, janeiro 27, 2006

Ecos...

Não se pode viver agarrado ao passado, os olhos não vislumbram o futuro a olhar para trás. Não se podem rasgar as vestes, e vesti-las para enfrentar o frio. Não se pode morrer, e deixar ancorado no cais da vida o nosso barco. Chora quando tiveres de chorar, chora de alegria, não de mágoa. Se for para saltar, salta das nuvens, não saltes o momento. E quando por fim descansares, descansa das acções e não do tédio de viver.

quinta-feira, janeiro 26, 2006

Pometeu

E Júpiter disse: -“Titã, filho de Japeto, amigo dos homens, rejubila-te hoje de teres roubado o fogo divino, e o teres entregue as mãos corruptas dos homens. Espalha pelos ventos que iludiste a minha eterna atenção, que cada qual é deus do próprio destino. Mas é grande a minha sabedoria e fatal vai ser esse teu acto tanto para ti como para os todos os homens que hão-de vir. Amanhã enviar-lhes-ei um funesto presente que os enfeitiçará e fará com que amem o seu próprio flagelo."
O enviado foi uma mulher, Pandora, mas foi a curiosidade do homem quem abriu a caixa, e quando todas as pragas de Júpiter se esvaíram, eles deram as mãos e descobriram no fundo da caixa vazia restava a Esperança e o Amor.

quarta-feira, janeiro 25, 2006

A cor do teu céu (Epílogo)

Quando se começa por um prelúdio, o único fim que é pedido é um epílogo, normalmente nunca fica muito por dizer, aqui também é esse o caso, resta acrescentar que todas as fotos destas estórias, foram tiradas entre 14 e 20 de Julho de 2005 na Ilha Terceira – Açores, porque existem sempre céus que não conseguimos esquecer, e são essas as imagens que fazem os nossos olhos brilhar.

terça-feira, janeiro 24, 2006

A cor do teu céu VII (Vermelho)

Nasce vermelho o dia, as primeiras sombras aparecem amarrotadas, difusa, vagas, raiadas de sangue como os teus olhos, cortadas ao bisturi, com uma precisão cirúrgica, como se Vénus de Nilo se tratassem. O céu ameaça explodir, arde numa fogueira de horas, queimando tempo como comburente e almas como combustível. O fogo desce a terra, não como uma bênção divina mas como um mandado de Nero, em coluna ligando céu e terra. Todos fogem, todos têm medo, todos se escondem. Ficas só, sozinho a enfrentar o fogo dos céus, com as labaredas que saem dos teus olhos, em breve elas vão te consumir, as pernas hão-de tremer, irás cair. Exausto, mortificado, por ti o fogo passa escorre-te pelos dedos, não te consome, não te desgasta, não te dá energia, não te mata, apenas passa como a sobra de uma nuvem, e sussurra-te ao ouvido: -“Ousas-te tentar”.

segunda-feira, janeiro 23, 2006

Simplesmente...

Pai, foi agarrado as tuas mãos que cresci, no teu passo calmo que aprendi a andar, eras tu que me levavas a todo os lugares, e em todos eles encontravas sempre algo para me mostrar. Era o teu sorriso que tornava mágicas as histórias dos castelos onde íamos, não pai, não eram os cavaleiros, as lutas ou as espadas dos reis. Era o teu olhar que me fazia caminhar pelas serras, não pai não eram os rios, as pedras ou os lugares ermos. Eram as tuas mãos que me davam prazer, não pai, não era a madeira, o canivete ou o brinquedo que criavas. Hoje fazes anos pai, e eu como em todos os dias da minha vida te agradeço todos os momentos que vivemos e que vamos viver. Parabéns Pai.

Eu sei que não sou o melhor filho do mundo, Pai, mas sem dúvida tu és o melhor pai.

domingo, janeiro 22, 2006

A cor do teu céu VI (Roxo)

Arde teu corpo de uma febre secreta, os muros de hortenses ladeiam os trilhos do teu desespero, batem sinos a rebate na última hora do dia, as nuvens condensam-se num único ponto arroxeado, mesmo atrás da igreja. O ar está pesado ameaça-se uma tempestade, um turbilhão de emoções assalta-te, vão cair relâmpagos, a terra vai tremer da sua força, tu vais tremer também mas de medo, o vulcão ameaça quebrar a mordaça que mantêm os seu grito abafados. O mundo que te é familiar está prestes a ruir, e tu, alma vazia nada podes fazer. Já não tens vida apesar de continuares a seguir o caminho ladeado de hortenses. O vento que te bata na cara rouba-te uma lágrima, a seguir outras caiem no chão, a chuva começa a cair também. O pó transforma-se em lama, as nuvens separam-se, a terra acalma, o sol aparece de novo no horizonte. O mundo não acabou, mas será que alguém notou?

sábado, janeiro 21, 2006

A cor do teu céu V (Azul)

Funde-se o Azul do mar na cor do teu céu, os segredos são sussurrados de ouvido para ouvido, de coração para coração. Acordas com o sabor a sal nos teus lábios, um cheiro a maresia nas mãos. As brumas trazem-te fotografias esquecidas em ventos, sonhos revoltos em marés. Elas lembram a primeira vez que choras-te de Amor, o primeiro pôr-do-sol no mar. Elas são tudo o que ficou do teu velho baú de recordações, um resto de nada, algo que querias ter abandonado, posto numa garrafa e ter atirado ao mar como uma caixa de pandora para o mundo. Mas elas nunca te vão abandonar, e se, quando acordas elas te fazem sofrer, quando a noite cai, elas são o teu aconchego, são tudo o que tens, um resto de tudo.

sexta-feira, janeiro 20, 2006

A cor do teu céu IV (Verde)

Escreves o teu nome no campo acabado de semear, o teu céu reflecte a vida que emana da terra ao teu toque, verde, verde de vida, de esperança, verde da luz que sai de teus dedos.
Não existe caminho para quem flutua sobe as ervas, não há limite para quem não tem os pés em terra, e voa, mais alto. No teu olhar carregas as cicatrizes do passado, e o olhar distante do futuro, o teu corpo é a semente da erva daninha, entregue a si, esquecida de deuses, morta, sem vida sequer ter. És o Momento, és grão de tempo, és o que sempre quiseste ser, alma pura.
Hoje não vais abrir o espelho, vais procurar um olhar onde te possas reflectir, no auge da tua beleza, vais ser narciso á beira d’água, espelho mágico. No teu mundo não existe Norte e todos os caminhos levam a lugar nenhum, por isso segues por onde o coração te leva, e esse é o teu caminho.

quinta-feira, janeiro 19, 2006

Roque

Xeque

Xeque-Mate

quarta-feira, janeiro 18, 2006

No teu Olhar

Cresce e aparece um sorriso, o teu sorriso de menina. Emana de teu olhar uma luz, a luz da tua inocência. O Dourado dos teus cabelos é o amanhecer, um nascer do sol de toda a tua vida. Parabéns Ritinha, pelos três anos em que andas a mudar as nossas vidas.

segunda-feira, janeiro 16, 2006

Um mês...

Acordo nos teus braços, longe do frio do mundo. Encontro-me no calor dos nossos corpos, celebramos o tempo que passou com um beijo. Um mês… Amor, passou já um mês! Parece que foi ontem que eu te roubei o primeiro beijo, parece que nos conhecemos de sempre, e que tínhamos de nos encontrar. Foi tão bom poder partilhar contigo tantas aventuras, viagens, sonhos, descobrir o que de mais belo há em ti, e descobrir que ainda existe amor.
“Que seja eterno enquanto dure, e, que dure para sempre”

terça-feira, janeiro 10, 2006

A cor do teu céu III (Amarelo)

Amanhece um suspiro dentro de ti, o amarelo vespertino lembra-te uma encruzilhada no numa seara de trigo amadurecido, ainda ouves o piar dos pássaros, sentes o calor do caminho de terra, o odor de quem trabalhou aquelas terras, o garrido dos lenços dos ceifeiros passa-te pela mente. Não sabes porque irrompem estes quadros de dentro de ti, também não queres saber, porque acreditas que em algum lugar, em algum tempo, existe esse pedaço de céu que reflecte essa seara, que te acalma. Sabes também que tudo está no lugar onde devia estar, desde a maior das galáxias até ao mais ínfimo grão de areia. Que dispões de todos os instrumentos, que sabes tudo o que devias saber, sabes que a felicidade está mesmo ali, em pequenos momentos, em coisas simples, nas nuvens, num sorriso, até mesmo nas feridas que carregas.

segunda-feira, janeiro 09, 2006

A cor do teu céu II (Cinzento)

Não se quebram as asas do tempo, sem uma maior razão. O fino fio de cristal do destino, não se rompe, nem mesmo quando o céu nos aperta as cabeças, com a ameaça de um trovão. Assim são os dias desprovidos de horas, são o vento norte, imperceptível, que apenas agita a copa das árvores. São as gotas de chuva, que beijam os corpos, queimando-os como ácido. São arco-íris em escalas de cinza, que explodem ao mais pequeno movimento. O mundo pintado com as cores da vida é uma aguarela afogada na bruma, as cores difusas misturadas num borrão de emoções. O frio o momento congelado. O vento, a vida arrastada. A chuva, a realidade molhada. Nada tem o mesmo sentido aparente. É como se as regras deste jogo que nunca te deixam ganhar, e ainda assim te obrigam a viver. Nada do que era o real existe agora, nem no mais profundo esquecimento de tua mente. O cinzento do céu absorve-te a vida, o silêncio corrói, até te tornares um gás consumido por um motor de explosão. E quando o último raio de sol abandona o espectro, as sombras dos medos são gigantes. Fica apenas a esperança e o Amor.

A cor do teu céu I (Branco)

O céu desceu á terra pelas asas de um anjo sem nome. O nevoeiro que encobre o mundo, não é mais do que, um beijo divino, um pressagio de bons ventos. A bênção é aceite ao levantar da manhã. O que outrora era trevas e escuridão agora é claro e puro. Os teus olhos não conseguem ver o mundo, mas acreditas que ele existe. As sombras que se vêm, são apenas os reflexos, os olhos não foram feitos para ver, mas sim para iludir. E essa é a tua grande verdade. Os teus caminhos não são escolhidos, são antes percorridos, não são bons ou maus, são apenas os passos que dá e as pegadas que deixas. Talvez o universo seja apenas uma caixa de sapatos com marionetas, e tu a criança traquina que os move, com os teus pequenos dedos de papel. E esta é a tua mais sincera prece. Ainda ficaram em ti vestígios das últimas nuvens que cruzavam céus, enquanto dormias, ela são o teu alimento, a prova que vale a pena acordar, dar um salto e conseguir olhar por cima céu.

sábado, janeiro 07, 2006

A cor do teu céu (Prelúdio)

Antes de mais nada queria pedir desculpa a todos os que vêm aqui, por esta pausa, mais ou menos forçada, encaremos isto, apenas como umas férias, que agora acabaram, e que delas ficaram as recordações visuais. Assim aparece “A cor do teu céu”, pequenos recortes de vidas. Dedicados a este novo ano, que ele seja o melhor ano das nossas vidas. Dedico-os também á Cris, por tudo, pela vida que me devolveu, á Ana, Rita e Pedro é pelos olhos deles que eu consigo ver o céu com outras cores.