quinta-feira, agosto 25, 2005

In the end


Acabou hoje a minha vida tal como a conheces-te, sinto um aperto no coração como nunca tinha sentido. Não agora já não existem mais razões para lutar, perdi-te, perdi o objectivo da minha vida, perdi a esperança de algum dia te recuperar… Desculpa não consegui deixar de te amar neste tempo, talvez nunca deixe de te amar. Foste a pessoa mais importante da minha vida, fostes por vezes a única pessoa que existia para mim.
Acabou, aceito o fim, de nós, da vida, de tudo, aceito o negrume da eterna noite que se avizinha. Fui eu que provoquei isto, era eu que anseava por isto. Sim fui eu que acabei, quando não estive contigo, sim fui eu que acabei quando te trocava apenas pelo prazer, sim acabei connosco. Mas na verdade foi a mim que mais mal fiz.
Joguei e perdi, tenho medo… medo que morra hoje para o mundo, tenho medo que hoje o mundo morra para mim. Preferia nunca te amar, preferia nunca ter visto o sol nascer, se apenas vou ver sombras, imagens reflexas, ilusões. O amor que existe em mim vai apodrecer, de dentro para fora vai me corroer a alma, vai azedar e vai entrar no meu sangue destruindo também o corpo.
E, tu pensas, “O que eu tenho a ver com isso?”,“ Cada um tem aquilo que merece”. È verdade, eu tenho o que mereço, nada. Mas também é tão verdade como as vezes que eu te disse que amar-te ia para sempre. Vou te amar para sempre. Não vou lutar por ti, mas vou ficar à tua espera, mesmo sabendo que talvez nunca virás.
Sê feliz…

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