
Desde o início ansiava passar uma tarde contigo, mas como nada em nossa vida é fácil, só podemos contar com a imaginação, enquanto ela viver entre nós e o Amor, nem mesmo a chuva, as chaves, os calções, ou as “Vizinhas” serão um problema que não possa ser resolvido, e transformado em algo mágico. E no fundo o importante é continuarmos juntos e conseguirmos rir das ironias do destino.
Até poderia ter sido mais fácil, mas com certeza não teria sido tão divertido.
terça-feira, dezembro 27, 2005
Momentos Raros (O que fica para mais tarde recordar)
Publicada por Anónimo à(s) 1:40 a.m. 2 comentários
domingo, dezembro 25, 2005
Solstício de Inverno

Estava demasiado frio, mesmo para quem tem um casaco vestido. A noite era demasiado longa, mesmo para quem não consegue medir o tempo pelas estrelas. No escuro chorei, nada mais havia a fazer, talvez de tristeza, de ausência. Vagueei pelas ruas cheias de gente, talvez esperando por ti, e ai senti a solidão maior. Tentei dormir mas já era órfão de um beijo teu…
Publicada por Anónimo à(s) 3:20 a.m. 2 comentários
sexta-feira, dezembro 23, 2005
Primeira Semana

Tal como em todos os dias, de á uma semana para cá, hoje recordo aquele nosso primeiro beijo. Vejo-me cheio de medo, tantas eram as dúvidas, as meias palavras, as meias frases. Tínhamos combinado ser Amigos, deixar as coisas acontecer devagar, mas o Coração não calava (talvez porque nunca se cala quando pensa em ti), pedia-me para me aproximar, aproximava-me. A Razão evitava, pedia para recuar, recuava, dizia que não nos conhecíamos, e eu repetia-o para mim mesmo: “-Não nos conhecemos.”. Mas há coisas que apenas o coração conhece, e o inevitável tem de acontecer, quando se gosta muito.
Passou uma semana, pareceu um segundo, aquele segundo em que os nossos lábios se tocaram pela primeira vez, partilhamos palavras, musicas, pequenas cumplicidades, histórias, estrelas e luas. Hoje conheço-te o suficiente para saber que não quero passar um dia sem estar contigo, o suficiente para te querer continuar a descobrir mais e mais.
Uma semana, muitos beijos, o meu sorriso de volta, a ti te devo isso. Muitas semanas, mais beijos, o teu sorriso, apenas isso te peço. E tal como em todos os dias, de á uma semana para cá, hoje dou-te o meu primeiro pensamento do dia e o último da noite.
Publicada por Anónimo à(s) 3:58 a.m. 2 comentários
É Natal... (Felicidade ao virar da esquina)
Hoje é dia de ser bom.
É dia de passar a mão pelo rosto das crianças,
de falar e de ouvir com mavioso tom,
de abraçar toda a gente e de oferecer lembranças.
É dia de pensar nos outros. coitadinhos. nos que padecem,
de lhes darmos coragem para poderem continuar a aceitar a sua miséria,
de perdoar aos nossos inimigos, mesmo aos que não merecem,
de meditar sobre a nossa existência, tão efémera e tão séria.
Comove tanta fraternidade universal.
É só abrir o rádio e logo um coro de anjos,
como se de anjos fosse,
numa toada doce,
de violas e banjos,
Entoa gravemente um hino ao Criador.
E mal se extinguem os clamores plangentes,
a voz do locutor
anuncia o melhor dos detergentes.
De novo a melopeia inunda a Terra e o Céu
e as vozes crescem num fervor patético.
(Vossa Excelência verificou a hora exacta em que o Menino Jesus nasceu?
Não seja estúpido! Compre imediatamente um relógio de pulso antimagnético.)
Torna-se difícil caminhar nas preciosas ruas.
Toda a gente se acotovela, se multiplica em gestos, esfuziante.
Todos participam nas alegrias dos outros como se fossem suas
e fazem adeuses enluvados aos bons amigos que passam mais distante.
Nas lojas, na luxúria das montras e dos escaparates,
com subtis requintes de bom gosto e de engenhosa dinâmica,
cintilam, sob o intenso fluxo de milhares de quilovates,
as belas coisas inúteis de plástico, de metal, de vidro e de cerâmica.
Os olhos acorrem, num alvoroço liquefeito,
ao chamamento voluptuoso dos brilhos e das cores.
É como se tudo aquilo nos dissesse directamente respeito,
como se o Céu olhasse para nós e nos cobrisse de bênçãos e favores.
A Oratória de Bach embruxa a atmosfera do arruamento.
Adivinha-se uma roupagem diáfana a desembrulhar-se no ar.
E a gente, mesmo sem querer, entra no estabelecimento
e compra. louvado seja o Senhor!. o que nunca tinha pensado comprado.
Mas a maior felicidade é a da gente pequena.
Naquela véspera santa
a sua comoção é tanta, tanta, tanta,
que nem dorme serena.
Cada menino
abre um olhinho
na noite incerta
para ver se a aurora
já está desperta.
De manhãzinha,
salta da cama,
corre à cozinha
mesmo em pijama.
Ah!!!!!!!!!!
Na branda macieza
da matutina luz
aguarda-o a surpresa
do Menino Jesus.
Jesus
o doce Jesus,
o mesmo que nasceu na manjedoura,
veio pôr no sapatinho
do Pedrinho
uma metralhadora.
Que alegria
reinou naquela casa em todo o santo dia!
O Pedrinho, estrategicamente escondido atrás das portas,
fuzilava tudo com devastadoras rajadas
e obrigava as criadas
a caírem no chão como se fossem mortas:
Tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá.
Já está!
E fazia-as erguer para de novo matá-las.
E até mesmo a mamã e o sisudo papá
fingiam
que caíam
crivados de balas.
Dia de Confraternização Universal,
Dia de Amor, de Paz, de Felicidade,
de Sonhos e Venturas.
É dia de Natal.
"Paz na Terra aos Homens de Boa Vontade. Glória a Deus nas Alturas. "
Publicada por Anónimo à(s) 3:32 a.m. 1 comentários
quinta-feira, dezembro 22, 2005
Publicada por Anónimo à(s) 3:43 a.m. 4 comentários
segunda-feira, dezembro 19, 2005
Rain Maker

Vem menina, quero te contar uma história…
Vem menina, vem deitar-te,
Vem que a noite está a chegar.
Quero-te contar uma estória de fantasia.
Quero-te sentir no meu regasso
Vem menina que te quero contar uma estória.
Vem menina, que o sol já se pôs,
E as estrelas começam a brilhar.
Ouve que a estória faz pensar.
Aninha-te em meu peito,
Sem saber o que se vai passar.
Vem menina, ouve o silêncio.
Sente o desejo, quebra o gelo.
Vive o luar, não tenhas pressa…
Estarei sempre aqui, esperando o teu olhar.
Menina vem, olha as estrelas.
São o reflexo do teu olhar.
São noite ou dia, devagar.
São o tempo, a luz que resta...
Vem menina, vem, que esta é a nossa história.
Sente que ela brilha ao luar,
E renasce a cada respirar.
Sente, menina sente…
Sente o bater do teu coração em mim,
A vida a pulsar, cada segundo, cada momento em ti.
Vem menina, ouve a nossa história.
Ouve-a com o coração, ela vive,
A cada gesto teu.
Vive, menina vive…
Vive o eu existir em ti, e tu em mim,
Como um passo de dança, um segundo mágico, um instante.
Menina vem, toca o infinito.
Vive o agora, o nosso presente.
Deixa contar-te a nossa história,
De uma maneira diferente.
Vem menina, saboreia o primeiro beijo.
O tempo eterno, o meu anseijo.
Ouve uma estória, distante, presente,
Sem tempo ou lugar, sem ré no mar.
Vem menina, que está frio lá fora,
E da janela não se pode amar.
Imagina-te, num distante presente.
Resguarda-te em meu braços, e vibra,
Sente o sal de maneira diferente.
Vem menina, que eu preciso de ti,
Da tua pele tatuada em mim, em sensações.
Da tua mão agarrada a mim.
Da sincronia dos nossos tempos, do teu beijo,
Do teu coração que eu quero conquistar.
Vem menina, quero te contar uma história…
P.S - Desculpa o uso abusivo da tua imagem, mas é-me complicado viver sem ela… Torna-se tão complicado como imaginar um dia sem estar contigo.
Publicada por Anónimo à(s) 3:56 a.m. 3 comentários
sábado, dezembro 17, 2005
O que é o Amor? ( A nossa História)
(...)O que é o Amor?E o que é que significa querer alguém como te quero,
amar-te com a própria vida?
Coração bate mais forte sem saber o motivo,
fico louco, ansioso p'ra te ter aqui comigo.(...)Myth
És a melhor coisa que me aconteceu, nunca me vou querer separar de ti…
Publicada por Anónimo à(s) 4:38 a.m. 2 comentários
sexta-feira, dezembro 16, 2005
Momento (algo que não se pode conter)

Por vezes os sonhos tornam-se realidades, por vezes o desejo mais íntimo do nosso ser acontece, e o destino dá-nos a oportunidade de sermos felizes. E nesses momentos (e apenas nesses), um sorriso espontâneo é um momento de felicidade, o brilho do olhar é a eternidade. As palavras ficam adiadas por um momento maior, existe sempre algo que não pode ser descrito, algo que nem as mais belas frases descrevem. Porque é algo que não se controla, é algo que fica sobre nós, é um desejo mais forte que qualquer razão, é um beijo, um abraço, um toque na alma. E isso importa mais que o mundo, que o tempo, que a lua...
Apenas nos teus braços o meu caos tem alguma ordem, apenas nos teus lábios o mundo faz sentido, apenas contigo existe alguma razão para se viver. Esperei demasiado tempo por ti, desesperei sem avistar um sinal de ti, o frio dos meus passos congelou o coração, e por vezes receei que quando chegasse a altura ele não cedesse, ele fugisse. Felizmente ele cedeu, derreteu o gelo dos desamores passados, abrindo – me ao mundo, ao nosso mundo. Aceitou que eu e tu é muito menos que nós, porque nós seremos sempre as mãos dadas, o presente e o futuro, seremos algo mais que seres perdido, seremos seres em busca, seremos apenas um.
Quero fazer-te rir, quando te apetecer chorar, quero te dar o impulso quando estiveres a parar. Quero viver contigo bons e maus momentos, e, em ti encontrar todos os caminhos da minha vida.
Publicada por Anónimo à(s) 2:59 p.m. 1 comentários
quarta-feira, dezembro 14, 2005
Destiny (aquilo que acontece sem sabermos o porquê)
Publicada por Anónimo à(s) 5:53 a.m. 1 comentários
terça-feira, dezembro 13, 2005
Um gesto pela paz

Dia 24 de Dezembro (entre as 21:00 e as 23:59) acende uma vela, junto a uma janela que se veja da rua. Uma luz pouco ilumina, mas juntos vamos iluminar o mundo (10 milhões de luzes é o objectivo), pode não significar nada, mas alguém pode perguntar porquê.
Publicada por Anónimo à(s) 7:06 a.m. 1 comentários
Blue Explosion (A morte de Joana)
Sinto em mim a felicidade, sinto em mim o ser que queria ser para ti. Queria dizer que te amo (Mesmo tendo duvidas do que é o amor). Mesmo não sabendo que o Amor é te querer como te quero, sem qualquer duvida. Mesmo sabendo que és a vida. A vida que sempre esperei, as asas. É dizer a alguém que te amo, como sempre esperei o teu regresso, como Clipso esperou Ulisses. Dizer que me seduzis-te como Aurora seduziu Orion. É sentir-te como Adónis sentiu Vénus, no seu leito. É a vida pulsar em vida, de desejos, de ter-te para além da eternidade, de sentir o teu futuro em mim e eu ser uma apenas uma luz, para te fazer brilhar. Sentir-te a cada batida do meu coração, mesmo sem saber o motivo, saber que és a razão para estar aqui, talvez a única. Queria te dizer que por ti, sou como uma explosão de uma estrela em infinitos tons de azul, que (se quiseres) o longe é muito perto para o que nos separar, e o infinito é apenas um passo (pequeno para um homem) para a eternidade. E que nada é tão simples como o Amor que sinto, ou tão complexo como a forma do realizar. É sentir a cada momento de liberdade que estou agarrado a ti. É ver o mundo pelos teus olhos e acertar o ritmo dos meus passos pelos teus, e seguir-te, para onde quiseres ir.Um dia chamei-te Joana, porque não sabia o teu nome, algum dia eu não quis acreditar que existias, por isso te ignorei. Hoje não posso mais evitar, Christiane é o teu nome e o tempo é agora.
Publicada por Anónimo à(s) 5:46 a.m. 1 comentários
sexta-feira, dezembro 09, 2005
quinta-feira, dezembro 08, 2005
Desejos de um dia
Publicada por Anónimo à(s) 6:36 a.m. 1 comentários
terça-feira, dezembro 06, 2005
Luzes inquietantes (Os olhos dos vivos-mortos)

Brilham sem iluminar, são um resto de um passado que ficou, vivem sem terem vida própria, aparecem do nada de um clique, e com o clique certo se vão, são como as estrelas em que apenas a sua luz ficou, eternamente a passear no seu universo. São o vazio, buracos negros na história, de estórias vazias, são nada, não criam sombras, porque elas próprias as são. Não tem alma, estão despidas. Nada sentem porque nunca ousaram sonhar, não são infelizes porque nunca conheceram a felicidade. Acordam tarde de mais, e, quando pensam em começar, é porque o seu fim chegou.
Publicada por Anónimo à(s) 4:15 a.m. 1 comentários
segunda-feira, dezembro 05, 2005
All Around

Era tão bom a vida ser um rio, e nós uma gota de água. Ser um lugar magico, sermos os raios de luz que o iluminam.
Publicada por Anónimo à(s) 4:06 a.m. 2 comentários
Red eyes
Ardem devagar as sombras, luzes inquietas queimam, o desespero inflama a vida, faz correr o sangue mais rápido nas veias. Tudo passa a correr, o mundo frenético não pergunta onde quero parar, corrói-me, corrói-nos, corrói-se.-É aqui?
-Não já passou…
-Não consigo acompanhar, parem… Não consigo respirar.
Porque tem de ser assim porque nunca conseguimos ficar a ver uma paisagem que gostamos, porque temos de sempre chegar primeiro. Chega não vou mais correr, vou parar, vou fazer uma fogueira, vou ver as estrelas. Sei que posso não chegar, mas ao menos terei visto por onde andei, e isso vale muito mais.
Publicada por Anónimo à(s) 3:48 a.m. 1 comentários
domingo, dezembro 04, 2005
Raios de sol (uma carta aberta)

Não, não hoje…
Hoje não quero falar de amor. Hoje não quero que as utopias me toldem o meu pensamento. Hoje não quero que as nuvens encubram a minha lua. Hoje (e apenas hoje), quero que saibas que, me sinto tão bem, que dou comigo a pensar que morri e “estou no céu”. Hoje redescobri que muita coisa boa ficou de nós, mesmo quando o ódio era maior. Hoje percebi (mais que nunca), que tendo um amigo ao lado, os erros de trajecto, se tornam fantásticos momentos. Hoje senti que existem ruas e locais que conhecemos, se podem tornar ainda mais especiais, partilhando-os. Hoje fiz coisas que nunca pensava fazer, vi coisas que nunca imaginei, saboreei a vida vertida num copo-de-três, e mastiguei-a em sabores de uma terra distante, vi-me perdido no desconhecido e não tive medo, apenas vontade de descobrir. Hoje não tive necessidade de te beijar, de te dar a mão (apesar de achar que teria sido bom), porque hoje existiram coisas tão boas que para sempre irei recordar. Assim hoje (e não apenas hoje), quero celebrar a Amizade, quero te dizer que irei sempre levar um pouco de ti comigo. E que mesmo que nos separemos, algum dia nos vamos encontrar.
Obrigado, hoje foi tão fantástico como o resto das nossas vidas…
Publicada por Anónimo à(s) 5:06 a.m. 2 comentários
sexta-feira, dezembro 02, 2005
Músicas com palavras
Publicada por Anónimo à(s) 2:16 p.m. 1 comentários





