domingo, outubro 30, 2005
in the trUe

Por vezes é complicado assimilar o que está em nossos olhos, as sombras vagas e as luzes difusas. Não é difícil perceber que quem nos ama é quem esteve sempre presente, mesmo antes do sol nascer, mesmo antes de sabermos o que era o amor. Senti-te encoberta pela bruma de espuma e de sal, senti-te dentro de mim, quando o mar limitava os meus horizontes, e eu te negava. Criei vida, toquei os sinos, e estavas sempre lá, troquei a vida e tirei o casaco, percebi que não existia nada para alem de nós, apenas ar vazio, folhas caídas. Aprendi a cantar que " fico imaginando nós dois" sem sequer o poder sonhar, apreendi que existe vida no amor, aprendi que o desejo é mais que saliva, lábios ou corpos. Senti-me grande nos teus braços, senti o mundo pequeno demais para dormir longe de ti, vi o azul do céu, não longe não perto, visitei o centro da terra e o demónio tinha braços de acordeão, asas de anjo caído. Estavas lá quando me ensinas-te a dançar, junto do teu corpo, perto da nuvens. Posso dizer que te amo a toda a gente? Não eu sei que não, mas digo-o agora "AMO-TE", ninguém vai ver, ninguém vai saber, apenas nós o mundo que nós criamos esta noite. Não vai durar mais que das outras vezes, vai aparecer alguém, aparece sempre alguém. Se o aqui e o agora fossem imutáveis, sem dúvida eu seria teu, sim só teu. E a única coisa que te iria perguntar seria "São mesmo duas?".
Publicada por Anónimo à(s) 5:09 a.m. 6 comentários
quinta-feira, outubro 27, 2005
Desert Rose

Nenhuma andorinha anuncia o seu flores- cimento, porque a sua primavera é o momento, nenhum Outono lhe faz cair as pétalas, porque já estão mortas de raiz. A seiva que lhe corre nas veias é o sal de um mar antigo. São imortais porque nunca tiveram vida, para além da que os quartzos, que batem metodicamente numa dança perpétua, lhe dão. Estão vivas porque registam o passar do tempo, no carbono que lentamente as corrói, as recordações em redes nervosas de mineral. Mortas-Vivas da frieza do aço, Vivas-Mortas de todo o deserto que a sua alma contém.
Publicada por Anónimo à(s) 4:13 a.m. 0 comentários
In the other side
Felizmente que é ténue a linha da memória, é tão bom esquecer os maus momento e ficar apenas com as boas recordações, sentir que cada passo do presente existe algo, que por muito insignificante, foi maravilhoso. Sentir os pulmões inflamarem os traços de sonhos passados, e expelirem moléculas gasosas de ar filtrado, de sobras, de fantasmas de recordações. Mas o melhor de tudo é que a imagem reflexa no espelho é mais que a simples realidade, e mais do que os nossos sentidos podem captar, mais do que alma pode compreender, é um universo onde o nosso universo está.Publicada por Anónimo à(s) 3:39 a.m. 0 comentários
terça-feira, outubro 18, 2005
Magical experience of screen IV (the weapon of mass destruction)
O Homem quis ser Imortal. Disse palavras vãs, aos seu seguidores, mas a memoria é curta e até ele mesmo esqueceu. Deixou outras coisas escritas em pregaminhos, em papel, mas natureza chamou-os de novo a si como um óbolo. Gravou a ferro palavras sabias e tratados em pedra, mas mesmos esses não foram poupados, porque a mortallidade preceguia-os. Publicada por Anónimo à(s) 2:07 a.m. 0 comentários
To plead ignorance
Hoje gostava de não ter, ido, de não ter estado numa ilha, de ter todos os meus horizontes limitados pelo ceu e mar. Não digam nada... Ignorância á mesmo felicidade. Tenho saudades de ti 3ª, vou voltar Alto da Memória, Monte Brasil asseio pelas palavras que o vento te diz...
Publicada por Anónimo à(s) 2:04 a.m. 0 comentários
domingo, outubro 16, 2005
Vox Pop...

Só existe uma coisa mais bonita que uma gaita de foles, são duas gaitas de foles a falarem uma com a outra dos desamores que ambas vivem. Faz-me chorar, prefiro chorar, como uma nota sustenida. Prefiro voar ao som de um bordão e cair, porque só conhece o céu, quem já viveu nos olhos de um passaro e caiu como um anjo sem asas, renascendo das lagrimas que o coração derramou, pela vontade de ir mais alem. ...Vox Dei
Publicada por Anónimo à(s) 4:49 a.m. 1 comentários
sexta-feira, outubro 14, 2005
Brumas II (Porque a noite acaba quando começa o dia)

Joana, porque vens quando eu estou sem defesas, e me tocas com as tuas mãos de veludo? Porque me acordas a meio da noite para dizer que me amas, e voltas de novo para o teu mundo, como se nada fosse.
Porquê Joana, porquê? Eu tambem te amo, mas não tenho coragem de te acordar, no fundo acho que não te quero acordar, porque sei que nesse momento terei de ir contigo e, eu não quero ir contigo... Mas vou.
Publicada por Anónimo à(s) 3:19 a.m. 1 comentários
De perfil e de nada

Não consigo ver o teu rosto quando te estou a beijar... Não te quero beijar mais vez alguma, porque vãs são as palavras que não te digo em eternos silencios. Não te quero beijar tambem uma última vez que é essa a mais pesada de todas as penas. Quero apenas levar comigo os teu olhos de menina, cravados no meu ombro. A tua silhueta incrita na minha pele, como tatuagem de guerra. Um fio do teu cabelo louro, marcado a ferros no bater do meu coração. Nem que seja só mais esta vez, a ultima...
Publicada por Anónimo à(s) 2:39 a.m. 1 comentários
domingo, outubro 09, 2005
Publicada por Anónimo à(s) 4:31 a.m. 0 comentários
sexta-feira, outubro 07, 2005
The same taste
Hoje é em tudo igual a ontem, as pedras da calçada por onde ando, são as mesmas que pisei outrora, as faces das pessoas sempre as mesmas, como se estivessem congeladas num eterno futuro de uma fotografia, as mesmas expressões os mesmos gestos, tudo é banal. A cerveja que bebo hoje, sabe ao mesmo que sabia ontem, e ontem não sabia a nada, o meu olhar de ontem é tão frio como o de hoje, nem mais nem menos. Queria te tocar, mas tenho medo de partir a redoma de cristal onde te escondes… Sabes que és o centro do universo (do teu, do meu, e até quem sabe de todos os outros) e mesmo que cem balas atravessem o teu destino, nada irá quebrar a tua bola do futuro, o teu microcosmos, a tua ideia ilusória de vida. Nem mesmo o meu grito estérico ira fazer vibrar as moléculas de carbono do teu diamante, ou as minhas lágrimas serão o solvente para as tuas idas e vindas. Não consigo continuar a odiar-nos tanto (ou apenas ao que fomos). Não consigo mais colar a caixa de Pandora que lanças-te sobre mim. Amo cada momento que vivi contigo, e isso não me vais roubar, porque não está dependente de mim, nem de ti, tem vida própria. Tal como não me vais roubar todos os “nascer do sol”, que eu vi antes de te ver a ti… Sim o sol nasceu antes de ti ( agora sei isso) .Publicada por Anónimo à(s) 3:43 a.m. 1 comentários
quarta-feira, outubro 05, 2005
Pudesse eu
Publicada por Anónimo à(s) 6:25 a.m. 1 comentários
terça-feira, outubro 04, 2005
Amor Proibido (ou devaneio alcoólico)

Amor silencioso,
que vibra, que pulsa, sem ter onde.
Amor cansado,
escravo do calendário, do teu horário.
Amor escalado,
de espera, de esperança
Amor sufocado,
de pedaços, de pecados
Porém Amor…
Apenas Amor…
Amor viciado,
vivido fora do normal.
Amor escondido,
sentido na penumbra.
Amor ocasional,
perdido dos raios de sol.
Amor surreal,
escondido de todos.
Amor de poucas palavras,
de quatro paredes,
de ternuras vagas, de emoção, de tesão.
Amor sem sentido.
Sem querer existir.
Perverso pelas leis que o regem.
Maldito…
Infernal…
O furacão, a tempestade,
O grito da alma, o desespero,
a solidão. Revolução.
Pena de morte…
Porém Amor…
Sempre Amor…
Amor infinito.
Só de o ser, bastante.
Elo espiritual.
Bendito…
Angelical…
O céu, o mel
O bálsamo da alma, calma,
o absoluto. Evolução.
Sentença maior de vida…
Publicada por Anónimo à(s) 4:07 a.m. 0 comentários
segunda-feira, outubro 03, 2005
~SuN and MooN~
Pela primeira vez este milénio, a lua e o Sol cruzaram os seus caminhos. Só já faltam 28 anos para a próxima vez que vão fazer amor... Sim Joana as nossas perspectivas são bastantes mais desanimadoras, talvez 28 anos não seja tempo suficiente para nos “acertarmos”, talvez seja demasiado tempo para vivermos juntos. Sei lá acho que não tenho noção de 28, sim Joana vinte e oito, será que daqui a 28 anos eu continuarei a ter 18? 19? 20? Joana, eu terei mesmo os imutaveis 20 anos? Não, Joana, não é mau não crescer. Joana que idade terás tu? 100? 101? (sim Joana uma capicua.) Acho que isso sim é que é mau. Não Joana és tu que vais ter de parar, eu não (a minha “idade” ainda no permite).
Publicada por Anónimo à(s) 10:38 a.m. 0 comentários
sábado, outubro 01, 2005
Drop of the Rain

Não é difícil, esconder as lágrimas na chuva… Difícil é esquecer algo que se quer viver a cada batida do coração, a cada sinapse do nosso cérebro. E é impossível quando chamamento está entranhado em todos os nossos sentido, a massacrar o espírito, a estigmatizar o corpo. Olhos aumentam, as pupilas dilatam, mas vêem menos, cada vez menos fumo se nota a fugir-nos por entre os dedos. O sorriso desvanecesse, ficam as rugas de um dia ter sido criança, e ter visto o sol nascer de ter caminhado para a luz, de ter falado com as estrelas. Fica apenas as pegadas dos meus pés em ferida, cansados de caminharem sem outro par a seu lado, sem terem ninguém para partilhar as agruras do caminho.
Publicada por Anónimo à(s) 3:26 p.m. 1 comentários
Stairs

Porque agora, porquê assim... Tinha de ser? Claro que sim, partes sempre no momento que estou a chegar, como daquela vez na estação. Lembras-te? Eu lembro, não consigo entender, lembro... Lembro as linhas cruzadas, os olhares desviados, tudo o que foi nosso, as ilusões. (mais um ponto final, ou apenas mais um). Não é fácil deixar o passado, o toque de um olhar, do teu olhar, não consigo esquecer o perfume que resiste em todos os poros do meu ser, o brilho da tua pele suada em mim. Ou então as escadas, as nossas escadas, que ias e dizias nunca mais voltar, mas voltavas sempre… Sempre menos da ultima vez, e era a que importava, eu esperei, mas tu não vieste.
Publicada por Anónimo à(s) 4:12 a.m. 1 comentários
Dúvida (ou o ser diferente do mais que ser)

Sim, Joana... Não perecisas de repetir mais, já sei que não resulta na cama, não resulta muito bem... Será que vai resultar em outro lugar qualquer?
Publicada por Anónimo à(s) 3:58 a.m. 0 comentários









