
Cobrindo as horas mortas, com restos de um passado, sentindo ainda ao de leve o vento a tocar pelos sinos, também eles quase mortos. Tudo faria mais sentido, se a torre sineira não estivesse tão parca de vida. Se nas suas paredes se ouvissem ainda as brincadeiras de crianças. Se nas suas escadas ainda se nota-se a respiração ofegante dos amantes. Se nas suas partes mais altas ainda se avistassem os ninhos de pássaro. Nada disto está Hoje, mas já esteve um dia, e pode voltar, e ai, os sinos quase mortos vão voltar a dobrar.
terça-feira, novembro 08, 2005
Campanário
Publicada por Anónimo à(s) 11:52 p.m.
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