Pelas pequenas frinchas, entra a luz que ilumina as lágrimas que caiem dos arcos, as velas acesas iluminam a penumbra criando a ilusão, que não estamos sós neste imenso espaço vazio. O grito do silêncio é um desespero abafado, pela cúpula que parece que vai cair. O incenso que arde de vagar, queima o pouco ar que as almas ainda tinham para respirar. O frio do granito entranha-se a cada passo nos corpos vazios, como se as colunas elevadas fossem extensões pérfidas dos braços, num abraço profundo. Beijos de ferro cravado na pedra, esquartejam tempo tornando tudo natureza morta. As rezas á muito que se deixaram de ouvir, porque as bocas estão coladas com o pó que as mata, a respiração congelada. Fica apenas a melodia inaudível, que tudo atrai a para si, mas a sua melancolia não é de vida, apesar de eternamente manter.
sábado, novembro 19, 2005
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