Por vezes é demasiado complicado criar “química”, transformar os momentos de silêncio em algo agradável, sentir os olhos a falarem num diálogo mudo, sentir o toque da tua pele no mais profundo de mim e ser-me familiar. Hoje queria ter-te dito que esperei todo o dia a tua chamada (e receava que não ligasses), que contigo todos os momentos são especiais (e temia que acabassem), que adoro aquele segundo em que se cruzam os nossos olhares (e depois um de nós desvia), queria te ter beijado (mesmo não sabendo como irias reagir), queria sentir o teu abraço (mesmo que agora sofresse mais pela tua ausência). Hoje quando te deixei, não te queria deixar, e o que mais me custou foi ter de partir sem olhar para trás, tive medo de olhar e já não te ver, e ainda mais receio de ainda te encontrar e não saber o que fazer. Hoje foi demasiado especial para mim, não sei o que pensas de mim ou se ainda pensas em mim. Mas para mim és algo inatingível, um amor platónico, que ainda assim tenho o prazer de (com)viver, nem que seja á distancia do teu sorriso, que nunca esquecerei.
quinta-feira, dezembro 08, 2005
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1 comentários:
Os amores, nostalgia, os braços que desejam não afrouxar de seus jamas.
Bonito como sempre... Eu li-lhe sem descanso
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