
Porque agora, porquê assim... Tinha de ser? Claro que sim, partes sempre no momento que estou a chegar, como daquela vez na estação. Lembras-te? Eu lembro, não consigo entender, lembro... Lembro as linhas cruzadas, os olhares desviados, tudo o que foi nosso, as ilusões. (mais um ponto final, ou apenas mais um). Não é fácil deixar o passado, o toque de um olhar, do teu olhar, não consigo esquecer o perfume que resiste em todos os poros do meu ser, o brilho da tua pele suada em mim. Ou então as escadas, as nossas escadas, que ias e dizias nunca mais voltar, mas voltavas sempre… Sempre menos da ultima vez, e era a que importava, eu esperei, mas tu não vieste.
sábado, outubro 01, 2005
Stairs
Publicada por Anónimo à(s) 4:12 a.m.
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
1 comentários:
Se o tempo não fosse um espectro tão dilacerante, talvez pudesse sussurrar uma vez (e apenas uma vez)que te amo. De um amor que nao parte nem some. Vive, unicamente.
Ciclicamente, as pessoas emigram. E eu sinto, sempre, que dá vontade de chorar. E eu faço das frases que dissemos, entre uma partida e outra, uma recordação que acalma.
R
Enviar um comentário