quarta-feira, outubro 05, 2005

Pudesse eu


Pudesse eu esquecer que tu não existes, que estás tão ou mais distante que o alcance da minha visão pode atingir. Queria eu ser o céu que tens medo que te caia em cima, mas que não caí, nunca caí… Pudesse eu ignorar os teu gritos surdos de quando choras, e não voltar, voltar ao ponto de partida. Pudesse eu não ver a tua pele tatuada em mim, como uma camada (inter)exterior a mim. Pudesse eu carregar numa tecla, e todos os vestígios de ti serem eliminados ao simples toque. Pudesse o teu sabor a sal, o teu odor a coco desaparecer num passo de magia, e tudo o que não passa-se dentro de um sonho ser real, tão real como a própria vida

1 comentários:

Anónimo disse...

Acho que a nossa amizade se resume aqui...
V.(Brasil)