quinta-feira, outubro 27, 2005

Desert Rose


Nenhuma andorinha anuncia o seu flores- cimento, porque a sua primavera é o momento, nenhum Outono lhe faz cair as pétalas, porque já estão mortas de raiz. A seiva que lhe corre nas veias é o sal de um mar antigo. São imortais porque nunca tiveram vida, para além da que os quartzos, que batem metodicamente numa dança perpétua, lhe dão. Estão vivas porque registam o passar do tempo, no carbono que lentamente as corrói, as recordações em redes nervosas de mineral. Mortas-Vivas da frieza do aço, Vivas-Mortas de todo o deserto que a sua alma contém.

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