sexta-feira, janeiro 20, 2006

A cor do teu céu IV (Verde)

Escreves o teu nome no campo acabado de semear, o teu céu reflecte a vida que emana da terra ao teu toque, verde, verde de vida, de esperança, verde da luz que sai de teus dedos.
Não existe caminho para quem flutua sobe as ervas, não há limite para quem não tem os pés em terra, e voa, mais alto. No teu olhar carregas as cicatrizes do passado, e o olhar distante do futuro, o teu corpo é a semente da erva daninha, entregue a si, esquecida de deuses, morta, sem vida sequer ter. És o Momento, és grão de tempo, és o que sempre quiseste ser, alma pura.
Hoje não vais abrir o espelho, vais procurar um olhar onde te possas reflectir, no auge da tua beleza, vais ser narciso á beira d’água, espelho mágico. No teu mundo não existe Norte e todos os caminhos levam a lugar nenhum, por isso segues por onde o coração te leva, e esse é o teu caminho.

0 comentários: