Não se quebram as asas do tempo, sem uma maior razão. O fino fio de cristal do destino, não se rompe, nem mesmo quando o céu nos aperta as cabeças, com a ameaça de um trovão. Assim são os dias desprovidos de horas, são o vento norte, imperceptível, que apenas agita a copa das árvores. São as gotas de chuva, que beijam os corpos, queimando-os como ácido. São arco-íris em escalas de cinza, que explodem ao mais pequeno movimento. O mundo pintado com as cores da vida é uma aguarela afogada na bruma, as cores difusas misturadas num borrão de emoções. O frio o momento congelado. O vento, a vida arrastada. A chuva, a realidade molhada. Nada tem o mesmo sentido aparente. É como se as regras deste jogo que nunca te deixam ganhar, e ainda assim te obrigam a viver. Nada do que era o real existe agora, nem no mais profundo esquecimento de tua mente. O cinzento do céu absorve-te a vida, o silêncio corrói, até te tornares um gás consumido por um motor de explosão. E quando o último raio de sol abandona o espectro, as sombras dos medos são gigantes. Fica apenas a esperança e o Amor.
segunda-feira, janeiro 09, 2006
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)

0 comentários:
Enviar um comentário