Arde teu corpo de uma febre secreta, os muros de hortenses ladeiam os trilhos do teu desespero, batem sinos a rebate na última hora do dia, as nuvens condensam-se num único ponto arroxeado, mesmo atrás da igreja. O ar está pesado ameaça-se uma tempestade, um turbilhão de emoções assalta-te, vão cair relâmpagos, a terra vai tremer da sua força, tu vais tremer também mas de medo, o vulcão ameaça quebrar a mordaça que mantêm os seu grito abafados. O mundo que te é familiar está prestes a ruir, e tu, alma vazia nada podes fazer. Já não tens vida apesar de continuares a seguir o caminho ladeado de hortenses. O vento que te bata na cara rouba-te uma lágrima, a seguir outras caiem no chão, a chuva começa a cair também. O pó transforma-se em lama, as nuvens separam-se, a terra acalma, o sol aparece de novo no horizonte. O mundo não acabou, mas será que alguém notou?domingo, janeiro 22, 2006
A cor do teu céu VI (Roxo)
Arde teu corpo de uma febre secreta, os muros de hortenses ladeiam os trilhos do teu desespero, batem sinos a rebate na última hora do dia, as nuvens condensam-se num único ponto arroxeado, mesmo atrás da igreja. O ar está pesado ameaça-se uma tempestade, um turbilhão de emoções assalta-te, vão cair relâmpagos, a terra vai tremer da sua força, tu vais tremer também mas de medo, o vulcão ameaça quebrar a mordaça que mantêm os seu grito abafados. O mundo que te é familiar está prestes a ruir, e tu, alma vazia nada podes fazer. Já não tens vida apesar de continuares a seguir o caminho ladeado de hortenses. O vento que te bata na cara rouba-te uma lágrima, a seguir outras caiem no chão, a chuva começa a cair também. O pó transforma-se em lama, as nuvens separam-se, a terra acalma, o sol aparece de novo no horizonte. O mundo não acabou, mas será que alguém notou?Publicada por Anónimo à(s) 12:27 p.m.
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